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Vibração com o produto ligado: por que e como ensaiar

Publicado em 23/01/2026

Resposta rápida: o produto fica ligado e monitorado enquanto vibra, e assim aparecem as falhas intermitentes (mau contato, solda trincada, reset) que somem quando a vibração para.

Muitos ensaios de vibração avaliam a integridade estrutural com a peça desligada. São essenciais, mas não mostram todas as falhas: a maioria dos produtos funciona enquanto vibra. Um módulo eletrônico preso ao motor, um sensor numa máquina, uma central multimídia num veículo em movimento — o que importa é que continuem funcionando durante a vibração, não só depois dela.

O ensaio com acionamento (também chamado de functional vibration test ou vibration-on-power test) verifica as duas coisas: se o produto resiste fisicamente e se mantém a função e o desempenho enquanto é solicitado. O tema geral de ensaiar o produto energizado está em produto ligado durante o ensaio.

Por que ensaiar com o produto ligado?

  1. Falhas intermitentes: falhas que só ocorrem sob uma combinação de vibração e carga de operação são muito difíceis de diagnosticar em campo. Com o produto ativo, aparecem no ensaio. As causas típicas são microtrincas em soldas, contatos elétricos ruins, ressonâncias em componentes da placa e interferências induzidas pelo movimento.
  2. Desempenho funcional: além da falha total, a vibração pode degradar a função — perda de sinal, ruído, imprecisão de sensores, erros de processamento, resposta lenta. O monitoramento em tempo real mostra essa degradação.
  3. Simulação realista: em muitas aplicações, a vibração faz parte do ambiente de operação. Ensaiar um componente automotivo energizado representa melhor o serviço real.
  4. Integridade das conexões: conectores, cabos e placas podem sofrer fadiga sob vibração. Com o produto ativo, monitora-se a continuidade elétrica e a integridade do sinal.
  5. Software e firmware: em sistemas eletrônicos, a vibração pode provocar resets, travamentos ou corrupção de dados. O ensaio com acionamento valida a robustez do conjunto.

Desafios do ensaio com acionamento

  • Interface elétrica e de dados: ligar o produto à alimentação e ao monitoramento enquanto vibra exige cuidado. Os cabos precisam ser presos de modo a não interferir na vibração nem criar falhas falsas — um cabo solto batendo no conector pode gerar a própria intermitência que se quer detectar.
  • Monitoramento em tempo real: detectar a anomalia no momento em que ocorre, lendo saídas de sensores, sinais digitais, consumo de corrente ou comunicação de dados.
  • Critério de falha funcional: além da falha mecânica, é preciso definir o que é falha de função. Qual degradação é inaceitável? Qual a tolerância a ruído ou erro? Uma interrupção de microssegundos conta?
  • Segurança: produto energizado e em movimento exige procedimento e proteção adequados.

O que definir no plano de ensaio

ItemExemplo de pergunta
Alimentaçãotensão nominal, mínima ou máxima? fonte do laboratório ou do cliente?
Modo de operaçãoo produto fica em repouso, em carga ou ciclando funções?
Sinais monitoradoscorrente consumida, tensão de saída, sinal de sensor
Taxa de amostragemrápida o bastante para pegar a intermitência que importa
Critério de falhao que é desvio aceitável e o que reprova
Equipamento auxiliarsimulador, carga, software de leitura — quem fornece

Muitas normas de montadora, como a VW 80000 e a VW 80101 e a Stellantis CS.00263, definem estados de operação do produto durante cada ensaio — desligado, em espera, em operação — e o monitoramento contínuo.

Recursos da Labmor

  • Shaker com montagem para ensaio ativo: a montagem permite fixar o produto com segurança e passar os cabos de alimentação e monitoramento sem comprometer o ensaio.
  • Aquisição de corrente: a corrente do produto é medida por shunts e registrada continuamente num registrador Graphtec durante a vibração, o que mostra quedas e interrupções no momento em que acontecem.
  • Monitoramento específico: quando o produto pede a leitura de sinais próprios ou um equipamento auxiliar dedicado, converse com o time comercial para planejar a montagem antes do orçamento.
  • Engenharia: a equipe concebe planos de ensaio com acionamento do produto, define critérios funcionais de aprovação e interpreta os resultados.
  • Câmara climática acoplada (opcional): para combinar vibração, acionamento e temperatura — veja vibração com temperatura associada.

Aplicações

  • Automotivo: módulos de controle (ECUs), sensores, sistemas de iluminação, displays, sistemas de injeção, baterias de veículos elétricos;
  • Aeroespacial: aviônicos, atuadores, sensores de voo, sistemas de comunicação;
  • Eletrônicos de consumo e industriais: câmeras, equipamentos de telecomunicações, controladores industriais, sistemas embarcados;
  • Defesa: equipamentos de comunicação, drones, componentes de veículos militares.

Experiência da Labmor

A Labmor realiza ensaios de vibração desde 2014, muitos deles em módulos eletrônicos, conectores, chicotes e faróis, em shaker eletromagnético próprio de 35 kN. Conheça a área de vibração e os parâmetros de um teste de vibração.