Labmor — Laboratório Industrial

Setores · Naval e Náutico

Primeiro laboratório credenciado pela Marinha para coletes salva-vidas

A Diretoria de Portos e Costas aprovou e credenciou a Labmor para os testes de homologação de coletes salva-vidas e seus materiais pela NORMAM-321/DPC — o primeiro credenciamento de laboratório desse tipo concedido pela Marinha do Brasil.

nº 01

Certificado LAB.01/2026

5

testes da NORMAM-321

2

vistorias da DPC aprovadas

Certificado de Aprovação nº LAB.01/2026 da Diretoria de Portos e Costas, Marinha do Brasil, credenciando a Labmor para testes de coletes salva-vidas
Certificado de Aprovação nº LAB.01/2026 — Diretoria de Portos e Costas

Foto de fundo: Marinha do Brasil (CC BY-SA 2.0), redimensionada.

Por que a Marinha credencia laboratórios

Coletes salva-vidas são material homologado pela Diretoria de Portos e Costas. A NORMAM-321/DPC define os testes que cada modelo tem de vencer — calor e frio extremos, combustível, água do mar, imersão prolongada e esforço mecânico — antes de receber o Certificado de Homologação.

Para executar esses testes, o laboratório passa pela avaliação da própria DPC: documentação, procedimentos, calibração dos equipamentos, equipe e vistorias no local. A Labmor foi vistoriada em abril e em agosto de 2026 e recebeu o Certificado de Aprovação nº LAB.01/2026 — somando a acreditação ISO/IEC 17025 pelo Inmetro (CRL 1521) que já tinha.

Nosso escopo credenciado

  • NORMAM-321 · Anexo 3-F

    Temperatura cíclica

    10 ciclos de 8 h a +65 °C e 8 h a −30 °C

  • NORMAM-321 · Anexo 3-G

    Resistência a óleo

    24 h sob 100 mm de óleo diesel

  • NORMAM-321 · Anexo 3-H

    Absorção de água

    7 dias submersa; perda máxima de flutuabilidade

  • NORMAM-321 · Anexo 3-J

    Resistência mecânica

    cintura, ombros, tecido e tirantes

  • NORMAM-321 · Anexo 3-M

    Resistência à água do mar

    48 h em água com 5% de sal

  • Para coletes completos e para os materiais que os compõem: espuma de flutuação, tecido e tirantes.

A jornada de um colete

O que um colete enfrenta antes de salvar alguém

Os cinco testes do nosso credenciamento, contados como uma história — com os números da própria norma.

  1. Etapa 1 · Anexo 3-F

    Calor de convés, frio de inverno

    10 ciclos

    +65 °C ⇄ −30 °C · 8 h em cada patamar

    O colete e a espuma alternam 8 horas a +65 °C e 8 horas a −30 °C (−1 °C na Classe II), dez vezes seguidas, sem interromper. É o colete esquecido meses num convés ao sol ou num porão gelado.

    Reprova se: perder rigidez, fissurar, mudar de dimensão ou se desagregar por dentro ou por fora.

  2. Etapa 2 · Anexo 3-G

    Banho de diesel

    24 horas

    sob 100 mm de óleo diesel

    Em embarcação, combustível derramado é rotina. O colete e as amostras de espuma passam um dia inteiro cobertos de diesel, em temperatura ambiente.

    Reprova se: qualquer perda de rigidez, fissura, mudança de dimensão ou desagregação.

  3. Etapa 3 · Anexo 3-H

    Uma semana debaixo d'água

    7 dias

    submersa em tanque de 1,25 m

    A espuma que já enfrentou calor, frio e diesel fica uma semana submersa em água doce. Mede-se quanto peso ela sustenta sem afundar no primeiro dia e no sétimo: a diferença é a flutuabilidade que o colete perdeu.

    Reprova se: perder mais de 16% da flutuabilidade (10% nas amostras que não passaram pelo óleo).

  4. Etapa 4 · Anexo 3-M

    48 horas no mar

    48 horas

    em água com 5% de sal

    Dois dias contínuos em água salgada, na concentração que a norma usa para representar o mar. Costuras, fitas e espuma precisam sair como entraram.

    Reprova se: perda de rigidez, fissuras, dilatação ou desagregação.

  5. Etapa 5 · Anexo 3-J

    3.200 newtons na cintura

    3.200 N

    cerca de 326 kgf por 30 minutos

    Molhado e fechado como se estivesse vestido, o colete é puxado para abrir com 3.200 N durante meia hora — o peso de uns quatro adultos. Depois vêm os ombros (900 N), o tecido (cada tira acima de 467 N, após uma hora em água salgada) e os tirantes (acima de 1.780 N).

    Reprova se: qualquer avaria ou deformação no colete.

  6. Relatório para o fabricante e para a DPC

    Com registro fotográfico de cada etapa. Com os relatórios aprovados, a Marinha faz a inspeção final e emite o Certificado de Homologação do colete.

Qual é a classe do seu colete?

A NORMAM-321 divide os coletes pelo uso — do mar aberto ao esporte. Escolha a classe e veja quais testes do nosso escopo ela exige.

SOLAS · mar aberto e plataformas

Classe I

Fabricado pela Convenção SOLAS para embarcações de mar aberto e plataformas. Eficiente em qualquer água, em mar agitado e em locais remotos, onde o resgate pode demorar. É a única classe com luz.

Precisa resistir de −30 °C a +65 °C. Os testes também seguem o Código LSA e a Resolução MSC.81(70) da IMO.

Carga na cintura (adulto):3.200 N

5 dos 5 testes do nosso credenciamento valem para esta classe

  • 3-F Temperatura cíclica — exigido
  • 3-G Resistência a óleo — exigido
  • 3-H Absorção de água — exigido
  • 3-J Resistência mecânica — exigido
  • 3-M Água do mar — exigido

A norma exige ainda flutuabilidade, resistência a chamas, vestir, desempenho na água e inspeção final (e luz, na Classe I) — testes fora do escopo deste credenciamento.

Como funciona para o fabricante

  1. 1

    Pedido à DPC

    Só o fabricante pode requerer a homologação. A DPC analisa a documentação técnica — requerimento, memorial descritivo e desenhos do colete.

  2. 2

    Testes programados

    A contratação do laboratório é submetida à DPC, e cada execução de teste é autorizada por ela, com data combinada com antecedência.

  3. 3

    Ensaios na Labmor

    Os testes do nosso escopo são feitos aqui, nos protótipos, com acompanhamento de perito da DPC. O relatório, com fotos, vai para o fabricante e para a Marinha.

  4. 4

    Homologação

    A DPC analisa os relatórios, faz a inspeção final e emite o Certificado de Homologação, válido por até 5 anos. O colete entra no catálogo de material homologado.

Para se aprofundar

Documentos oficiais

A norma e o catálogo de material homologado são públicos, na página da Diretoria de Portos e Costas:

Fabrica coletes salva-vidas?

Homologação nova ou renovação: fale com a equipe técnica para planejar os testes — amostras, prazos e o que a norma exige da classe do seu colete.

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