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SAE J400 e stone chip: pintura contra batida de pedras

Publicado em 15/10/2026

Resposta rápida: o stone chip simula pedriscos batendo na pintura: na SAE J400, um gravelômetro lança cascalho rolado padronizado; na ISO 20567-1, granalha angular de ferro fundido coquilhado. O lascamento é comparado com padrões de referência.

Para-choques, soleiras, caixas de roda, para-lamas, retrovisores e peças de chassi recebem pedrisco o tempo todo. Cada lasca que expõe o substrato é um ponto de partida para corrosão em peça metálica ou de descoloração e descascamento em peça plástica. O stone chip mostra, em laboratório, se o sistema de pintura da peça resiste a isso e, quando falha, em qual camada falha.

Gravelômetro para ensaio de batida de pedras na Labmor

Como funciona o ensaio com cascalho (SAE J400 / ASTM D3170)

O gravelômetro é uma câmara com um porta-amostra e um sistema que acelera as pedras com ar comprimido.

  1. A peça ou painel pintado é fixado no porta-amostra, na posição definida pela norma.
  2. Um volume padronizado de cascalho de estrada rolado pela água (a norma exclui pedra britada), com granulometria controlada, é lançado contra a superfície em pressão de ar definida — no protocolo padrão da SAE J400, cerca de meio litro de cascalho a 483 kPa.
  3. O ensaio é feito em temperatura controlada, em geral ambiente ou −29 °C, conforme combinado entre as partes; a amostra fria é mais exigente, porque a tinta fica mais frágil e o lascamento é maior.
  4. Depois do impacto, aplica-se uma fita adesiva sobre a área para remover os fragmentos soltos.
  5. A área é comparada com os padrões fotográficos da norma, que classificam o resultado pela quantidade e pelo tamanho das lascas.

A SAE J400 nasceu na indústria automotiva norte-americana; a ASTM D3170 descreve o mesmo princípio, com o mesmo tipo de cascalho e as mesmas temperaturas usuais. Muitas montadoras têm a própria versão, com variações de pressão, temperatura, quantidade de pedras e critério. No site, a Labmor lista também a norma FCA 50488-01.

Como funciona o ensaio com granalha (ISO 20567-1 / VDA 621-427)

Na família europeia, o projétil é granalha angular de ferro fundido coquilhado, também lançada por ar comprimido. A ISO 20567-1 tem três métodos, que variam a pressão e o número de projeções; um deles intercala uma exposição à corrosão ou ao intemperismo entre duas projeções. A avaliação é feita, da mesma forma, após a remoção dos fragmentos soltos com fita, por comparação com imagens de referência numa escala de 0,5 a 5,0, registrando também entre quais camadas a tinta se soltou. Na Labmor, essa família inclui a DIN EN ISO 20567-1, a DIN 55996-1 e a VDA 621-427.

FamíliaProjétilNormas listadas no site da Labmor
Cascalhocascalho rolado de granulometria controladaSAE J400, ASTM D3170, FCA 50488-01
Granalhagranalha angular de ferro coquilhadoDIN EN ISO 20567-1, DIN 55996-1, VDA 621-427

As duas famílias não são equivalentes: projétil, energia e avaliação mudam. A norma do ensaio vem da especificação da peça.

O que se avalia

  • Classificação por padrão visual: na SAE J400, número e tamanho das lascas comparados com os padrões fotográficos da norma; na ISO 20567-1, uma nota de 0,5 a 5,0 pelas imagens de referência.
  • Camada de falha: se o lascamento vai até o substrato, até o primer ou só remove o verniz. Uma falha entre primer e substrato aponta para pré-tratamento; uma falha entre camadas de tinta, para compatibilidade ou cura.
  • Comportamento posterior: muitas especificações pedem que a peça lascada siga para névoa salina ou corrosão cíclica, para medir a corrosão que começa nas lascas.

Stone chip dentro do plano de validação

A Labmor trabalha com validação de produto pronto, e o stone chip é feito, sempre que a geometria permite, na própria peça pintada ou em uma região plana recortada dela, e não só em painel de laboratório. Isso inclui o efeito real do substrato, do pré-tratamento e da espessura de camada da linha de pintura.

O ensaio raramente vem sozinho. A sequência mais comum é:

  1. Aderência inicial pelo corte em grade;
  2. Stone chip, à temperatura ambiente ou com a peça resfriada;
  3. Exposição à corrosão (névoa salina e corrosão cíclica) ou à umidade;
  4. Avaliação final do avanço da corrosão a partir das lascas.

O roteiro completo, com mandril cônico, risco, car wash e resistência química, está em Validação de acabamentos pintados e na área de Acabamentos Pintados. Para o efeito do frio sobre plásticos, veja o impacto a frio.

Erros comuns

  • Trocar a família do ensaio (cascalho por granalha) sem a especificação permitir.
  • Ensaiar só em painel quando o problema é da peça (geometria, substrato, pré-tratamento).
  • Esquecer a temperatura: o mesmo sistema de pintura pode passar em ambiente e falhar resfriado.
  • Avaliar sem a fita, o que deixa fragmentos soltos mascarando o lascamento.
  • Parar no stone chip quando a especificação pede corrosão depois.

Experiência da Labmor

A Labmor realiza stone chip pela SAE J400 desde 2019 e, desde 2023, também pela DIN EN ISO 20567-1. Os ensaios de batida de pedras aparecem em mais de 40 projetos do laboratório, em acabamentos pintados, peças externas automotivas, plásticos, filtros e peças metálicas.