Ensaio de corrosão por névoa salina (salt spray)
Resposta rápida: a névoa salina expõe a peça, a cerca de 35 °C, a uma névoa contínua de cloreto de sódio a 5% pelas horas da especificação. A Labmor é acreditada pela ASTM B117, ISO 9227 e NBR 17088.
A proteção contra a corrosão atmosférica é um dos aspectos mais relevantes em peças metálicas ou com partes metálicas: fixadores, suportes, carcaças, conectores, peças zincadas, cromadas e pintadas. O salt spray é o ensaio de corrosão mais usado no mundo para verificar essa proteção, porque é simples de especificar, repetível entre laboratórios e bom para comparar revestimentos e processos.

O que os ensaios de corrosão simulam
- Névoa salina neutra (ASTM B117, ISO 9227 NSS, ABNT NBR 17088) — atmosfera salina constante, que acelera a corrosão de metais e revestimentos. É o ponto de partida da família; o passo a passo está em ASTM B117: como funciona o ensaio de névoa salina.
- Névoa salina acética (ISO 9227 AASS) — a solução é acidificada com ácido acético, o que torna o ensaio mais agressivo; é indicada para revestimentos decorativos de cobre-níquel-cromo ou níquel-cromo e para camadas anódicas e orgânicas sobre alumínio.
- Corrosão cíclica (VW PV 1210, Mercedes DBL 7390.50, SAE J2334) — alterna fases de sal, umidade e secagem; na PV 1210, cada ciclo de 24 h tem névoa salina, atmosfera padrão e umidade com condensação. A secagem concentra o sal e a condensação o reativa, o que revela corrosão em frestas, sobreposições e falhas de pintura que a névoa contínua pode não mostrar. Veja VW PV 1210 e corrosão cíclica.
- Umidade saturada (ASTM D2247, ISO 6270-2, NBR 8095) — a própria umidade da água também corrói: na câmara úmida, a peça fica numa atmosfera saturada, com temperatura controlada. Veja ISO 6270-2 e ASTM D1735: umidade em revestimentos.
Além do salt spray padrão, a Labmor faz ensaios combinados, em que a amostra passa um período na névoa salina e outros períodos em câmara úmida e/ou em atmosfera padrão, conforme a especificação do cliente. Quando escolher a névoa contínua e quando escolher o ciclo está em corrosão cíclica x névoa salina: qual escolher.
Capacidades da Labmor
| Item | Capacidade |
|---|---|
| Névoa salina neutra | ASTM B117/2019, ISO 9227/2022, ABNT NBR 17088/2023 — acreditado |
| Névoa salina acética | ISO 9227/2022 — acreditado |
| Umidade saturada | ASTM D2247/2015, ISO 6270-2/2017, ABNT NBR 8095/2015 — acreditado |
| Corrosão cíclica | VW PV 1210, Mercedes DBL 7390.50, SAE J2334 |
| Controle da câmara | Verificação periódica da corrosividade pela perda de massa de placas de aço padronizadas, como pede a ISO 9227 |
| Avaliação | Grau de enferrujamento (ISO 4628-3, ASTM D610), empolamento, avanço a partir do risco, corte em grade ou corte em X |

Normas atendidas
| Norma | O que é |
|---|---|
| ASTM B117/2019 ✓ acreditada | Névoa salina neutra (método americano) |
| ISO 9227/2022 ✓ acreditada | Névoa salina neutra (NSS) e acética (AASS) |
| ABNT NBR 17088/2023 ✓ acreditada | Névoa salina (norma brasileira atual; substituiu a NBR 8094) |
| ASTM D2247/2015 ✓ acreditada | Umidade saturada (100% de UR) |
| ISO 6270-2/2017 ✓ acreditada | Umidade com condensação |
| ABNT NBR 8095/2015 ✓ acreditada | Umidade saturada |
| VW PV 1210 | Corrosão cíclica (névoa, repouso e umidade) |
| Mercedes DBL 7390.50 | Corrosão cíclica |
| SAE J2334 | Corrosão cíclica |
| ISO 4628-3 e ASTM D610 | Avaliação do grau de enferrujamento |
A diferença entre a ASTM B117, a ISO 9227, a NBR 17088 e a NBR 8094, cancelada em 2023 mas que ainda aparece em desenhos antigos, está em ISO 9227, ASTM B117 e NBR 17088: diferenças. Se o desenho cita uma norma, o ensaio segue essa norma; trocar uma pela outra é decisão de quem especifica a peça. O escopo completo está na página do escopo acreditado.
Quantas horas de salt spray equivalem a quantos anos?
Nenhuma conta honesta responde a essa pergunta. Não há correlação linear entre horas de névoa salina e anos de uso: a corrosão em campo depende de molhar e secar, de poluentes, do sal de estrada, da temperatura e do desenho da peça. O salt spray serve para comparar (revestimento A contra B, lote de hoje contra lote aprovado) e para verificar conformidade com uma especificação. A duração — 24, 96, 240, 480 horas ou outra — é definida pelo engenheiro do produto ou pela norma que ele segue.
Amostras e planejamento
Para orçar e planejar um ensaio de corrosão, a Labmor precisa de:
- Norma e versão (ASTM B117, ISO 9227, NBR 17088, PV 1210…);
- Duração, em horas ou em ciclos, e se há inspeções intermediárias;
- Estado da peça — com ou sem risco até o metal base, montada ou solta, com que vedações e fixadores;
- Faces avaliadas — em peças com áreas de aparência e áreas ocultas, o critério costuma ser diferente;
- Critério de avaliação, de preferência por norma (ISO 4628-3, ASTM D610) ou com padrão fotográfico combinado;
- Quantidade de amostras e se há amostra de referência.
Registrar o estado da peça antes da exposição, com fotos, evita discussão no fim. As peças precisam caber na câmara sem encostar umas nas outras; para a corrosão cíclica, que ocupa câmara por semanas, o prazo entra no cronograma do projeto.
Experiência da Labmor
A névoa salina é um dos ensaios mais frequentes da Labmor: mais de 300 projetos desde 2014, a maior parte pela ASTM B117. As peças vão de fixadores e peças metálicas a acabamentos pintados, cromados, galvanizados, mangueiras e componentes plásticos com insertos metálicos. A corrosão cíclica é mais recente, com 20 projetos desde 2016, quase todos a partir de 2023. Para peças pintadas, o salt spray costuma entrar junto com aderência e outros ensaios do plano de validação de acabamentos pintados.
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