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Ensaio de alta temperatura: como é feito e o que avalia
Publicado em 22/01/2026
Resposta rápida: a amostra fica em estufa ou câmara climática numa temperatura elevada, de 24 horas a mais de 1.000 horas, desligada ou funcionando, e depois é avaliada. Temperatura e tempo vêm da norma ou da especificação.
O calor é o estresse climático mais pedido na validação de peças: envelhece plásticos e borrachas, afrouxa encaixes, deforma peças de parede fina e reduz a vida de componentes eletrônicos. O ensaio de alta temperatura é a forma mais direta de verificar se o produto aguenta o ambiente em que vai trabalhar.

O que é o ensaio de alta temperatura?
O ensaio climático de resistência a altas temperaturas é um ensaio ambiental que submete uma amostra ou equipamento a temperaturas elevadas por períodos determinados, para avaliar desempenho, durabilidade e integridade estrutural em condições térmicas severas.
O ensaio pode ser feito com o equipamento em funcionamento ou não, conforme os requisitos técnicos, as normas aplicáveis ou a necessidade do cliente, em estufas ou câmaras climáticas.
Como é feito com a amostra desligada
Nos ensaios de alta temperatura com a amostra desligada — o caso típico de envelhecimento térmico — o procedimento normalmente segue estas etapas:
- A amostra é posicionada na estufa ou câmara climática à temperatura ambiente.
- A temperatura é elevada de forma gradual até o valor especificado.
- A amostra permanece no patamar pelo tempo definido, que pode ser de curto prazo (por exemplo, 24 horas) ou de longa duração (por exemplo, acima de 1.000 horas).
- Ao final, a amostra volta à temperatura ambiente e é avaliada.
A temperatura final depende da norma técnica aplicável ou da solicitação do cliente. Em normas de material, como a ASTM D573 e a ISO 188 para borrachas, o resultado costuma ser a variação de propriedades medida antes e depois do envelhecimento — na ASTM D573, a resistência à tração e o alongamento na ruptura, além de outras propriedades que a especificação pedir.
Como é feito com a amostra em funcionamento
Nos ensaios de alta temperatura com o equipamento em operação, as especificações são semelhantes, com um nível adicional de complexidade: o equipamento permanece energizado e funcional durante toda a exposição térmica, o que permite avaliar seu comportamento em condições reais de uso.
Esse modo é especialmente importante para:
- equipamentos eletrônicos;
- sistemas eletromecânicos;
- dispositivos que dissipam calor durante a operação — o calor gerado pela própria peça soma-se ao da câmara.
O planejamento precisa definir como alimentar a peça, o que monitorar e em que momento verificar a função. Veja quando o produto precisa estar ligado durante o ensaio.
O que se avalia depois do ensaio
A avaliação final segue os critérios de interesse do cliente ou os da norma, e pode incluir:
- funcionamento elétrico;
- alterações visuais ou estéticas (cor, brilho, manchas, bolhas);
- resistência mecânica;
- degradação de materiais;
- alterações dimensionais e deformações.
O ideal é que o critério de aceitação esteja escrito antes de o ensaio começar — "sem deformação visível" e "variação de dureza dentro de X pontos" são critérios muito diferentes.
Para que produtos o ensaio é indicado?
O ensaio de alta temperatura permite concluir se a amostra desempenha sua função de forma segura e confiável em ambientes quentes, mesmo sob exposição prolongada ao calor. É fundamental para equipamentos destinados a:
- ambientes externos e locais com alta incidência solar;
- regiões de clima quente ou desérticas;
- locais com muita geração de calor, como a região do motor de um veículo;
- áreas com baixa dissipação térmica natural, como estradas e áreas industriais.
Ao realizar esse ensaio, o fabricante reduz o risco de falha em campo, aumenta a confiabilidade do produto e verifica a conformidade com normas técnicas e especificações de cliente.
Normas utilizadas
| Norma | Aplicação |
|---|---|
| ASTM D573 | Deterioração de borracha em estufa de ar |
| ISO 188 | Envelhecimento acelerado e resistência ao calor de borrachas |
| Renault D47 1309 | Envelhecimento de materiais e peças por ciclo climático (equivalente à PSA D47 1309) |
| Renault D47 1234 | Comportamento de peças plásticas ao calor em estufa seca — retração, deformação e aspecto |
| GMW14444, GMW14650, GMW14124 | Especificações GM de peças de interior, de peças plásticas externas e de ciclos ambientais — incluem envelhecimento ao calor e estabilidade dimensional |
Na Labmor, esses ensaios são realizados fora do escopo acreditado. Eletroeletrônicos automotivos costumam ter a alta temperatura definida dentro de programas maiores, como a ISO 16750-4 e a Stellantis CS.00263.
Experiência da Labmor
Alta temperatura e envelhecimento térmico são o ensaio climático mais pedido à Labmor: mais de 300 projetos desde 2014, em plásticos, borrachas e vedações, protetores de chicote, peças pintadas, fitas e adesivos, para especificações de montadoras como Stellantis, VW e Toyota e para normas como a ASTM D573. A área de Climáticos conta com estufas de tamanhos variados até 200 °C, forno mufla até 650 °C e mais de 15 câmaras climáticas; o tamanho da peça deve ser informado na consulta, porque o volume útil dos equipamentos é limitado.
