Ensaios Combinados
Resposta rápida: são ensaios sob medida para requisitos que não cabem numa condição padrão, combinando condições como pressão e temperatura, poeira e acionamento ou vento e chuva, num sistema dedicado.
Nem todo requisito de produto vem com uma norma pronta. Às vezes a especificação pede o produto funcionando enquanto a câmara esfria e a pressão cai; outras vezes, poeira de outra granulometria, ciclos de acionamento durante a exposição, ou chuva com vento. Esses ensaios requerem estudo de adequação entre o produto e o equipamento de teste — e a criação de algo real e prático que simule a condição necessária.
O que esses ensaios simulam
Altitude com temperatura baixa
Simula a queda gradativa de pressão com o aumento da altitude, como na subida de um avião: à medida que a aeronave ganha altitude, a pressão e a temperatura diminuem juntas. O ensaio reproduz essa combinação sobre o produto. Requisitos desse tipo aparecem em normas aeronáuticas e militares, como a Seção 4 (temperatura e altitude) da RTCA DO-160 e o Método 500 (baixa pressão) da MIL-STD-810.

Poeira com pó especial
Os ensaios de poeira têm a sua condição padrão, descrita na área de Grau de IP, mas podem apresentar variantes especiais: outros tipos de pó, como a areia do Arizona (ISO 12103-1, graus A2 — fino — ou A4 — grosso), ciclos de acionamento mecânico e acionamento elétrico do produto ao mesmo tempo em que a poeira é aplicada.

Fadiga mecânica com ou sem condicionamento climático
A fadiga mecânica simula a abertura e o fechamento de uma porta ou de um porta-malas, o movimento de frente e trás de um banco automotivo, ou qualquer movimento linear ou rotativo cíclico. Definem-se a velocidade, o ângulo, o deslocamento e o número de ciclos — e o ensaio pode ser feito dentro de uma condição climática. Os detalhes estão na área de Fadiga Mecânica.

Vento e chuva
Simula o produto em campo sujeito a chuva moderada e rajadas de vento de até 80 km/h — uma condição que a chuva do ensaio de IP, sozinha, não reproduz.

Capacidades da Labmor
Um ensaio combinado aproveita a estrutura das outras áreas do laboratório e a junta num sistema dedicado:
- Câmaras climáticas — mais de 15 equipamentos para temperatura, umidade e ciclos (Climáticos);
- Câmaras de poeira e de água dos ensaios de Grau de IP;
- Mais de 35 dispositivos de movimento e desenvolvimento de dispositivos sob demanda (Fadiga Mecânica);
- Shaker eletromagnético de 35 kN com câmara climática acoplada (−65 °C a +150 °C), para vibração com temperatura associada (Vibração).
Veja os equipamentos em Infraestrutura.
Normas atendidas
Ensaios combinados partem quase sempre de uma especificação do cliente ou de uma norma que pede a combinação; as normas abaixo são as referências dos exemplos desta página.
| Norma | O que é |
|---|---|
| ABNT NBR IEC 60529/2017 (IP5X, IP6X) ✓ acreditada | Condição padrão do ensaio de poeira |
| ISO 12103-1 (A2, A4) | Pó de ensaio (areia do Arizona) usado nas variantes especiais de poeira |
| RTCA DO-160 (Seção 4), MIL-STD-810 (Método 500) | Normas aeronáuticas e militares que preveem condições de altitude e temperatura |
| Especificação do cliente | Condições combinadas definidas no requisito do produto |
Amostras e planejamento
- Comece pelo requisito. Envie a especificação ou descreva a condição real que o produto enfrenta; o estudo de engenharia parte daí.
- Dispositivo. Ensaios combinados quase sempre precisam de fixação ou acionamento próprios — informe se existe dispositivo ou se o laboratório deve desenvolver.
- Produto energizado. Diga se o produto fica ligado e monitorado durante a exposição. Veja Produto ligado durante o ensaio.
- Tamanho. As câmaras têm limite de dimensões; informe as medidas da peça logo no início.
- Critério de aceitação. Funcionamento durante e depois do ensaio, ingresso de poeira ou água, desgaste — veja Critério de aceitação.
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