Labmor — Laboratório Industrial

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Fotos e vídeo do ensaio: o que entra no relatório

Publicado em 15/10/2026

Resposta rápida: a ISO/IEC 17025 não exige fotos: elas entram quando a norma, a especificação ou o cliente pedem. Vídeo é anexo combinado antes. Diga no pedido o que fotografar, quando e de que ângulo.

Fotos e vídeo aparecem em dezenas de propostas da Labmor como pedido explícito do cliente. Em muitos casos, elas valem mais que a tabela de resultados: uma foto da corrosão na borda de corte, da trinca na raiz da aleta ou do corpo de prova rompido fora da região útil explica o resultado melhor que qualquer número.

O que o relatório precisa ter

A ISO/IEC 17025 lista o conteúdo mínimo do relatório: identificação do laboratório e do cliente, identificação e descrição da amostra, datas, método utilizado, condições ambientais quando relevantes, resultados com unidades, desvios do método e, quando pedido, a declaração de conformidade com a regra de decisão. Fotos não estão nessa lista. Elas são complemento — e, em muitos ensaios, complemento indispensável.

Quando a foto faz parte da avaliação

Alguns ensaios avaliam por comparação visual, e aí a foto é quase obrigatória para que o resultado seja verificável depois:

EnsaioO que a foto registra
Aderência de pintura por corte em grade (ISO 2409)A área da grade depois de removido o revestimento solto (com escova ou fita), para comparar com as figuras de classificação da norma
Corrosão em névoa salinaO estado da peça a cada inspeção e no fim, com a área avaliada
Avaliação de defeitos em pintura (série ISO 4628)Empolamento, enferrujamento e trincas, comparados com os padrões da norma
Tração, rasgo e rupturaO modo e o local da ruptura de cada corpo de prova
FlamabilidadeA amostra depois da queima, com a extensão queimada
Grau de IPO interior do produto após o ensaio, mostrando onde entrou poeira ou água

Em acabamentos pintados e corrosão, o registro fotográfico em cada inspeção é o que permite reconstruir quando o defeito começou. Veja inspeção intermediária.

O que deixa uma foto útil

Uma foto de ensaio útil tem:

  • identificação da amostra visível ou na legenda (número da peça, lado, posição);
  • escala: régua ou referência de tamanho na imagem, quando o tamanho do defeito importa;
  • mesmo ângulo e iluminação entre inspeções, para que a comparação seja justa;
  • foto de referência da peça antes do ensaio ou de uma amostra não ensaiada;
  • detalhe e visão geral: o close no defeito e uma foto que mostre onde ele está na peça.

Se a sua especificação define a forma de avaliação (distância, iluminação, aumento), informe no pedido.

Foto não substitui medição

Uma foto mostra que há corrosão, mas não diz quanto: a avaliação é feita pela escala da norma ou pela medição combinada, e a foto documenta o que foi avaliado. Da mesma forma, a foto de um corpo de prova rompido não substitui o valor de força — ela explica onde e como rompeu. Quando o relatório traz declaração de conformidade, a decisão se apoia no critério e na medição; a foto é a evidência que permite a outra pessoa conferir o julgamento. Veja critério de aceitação.

Isso vale também para ensaios de grau de IP: a foto do interior mostra onde a água entrou, mas o resultado é a avaliação contra o critério — se a água que entrou atrapalha o funcionamento, compromete a segurança ou alcança partes vivas, nos limites que a norma do produto fixar.

Vídeo

Vídeo faz sentido quando o que interessa é o movimento ou o momento da falha:

  • o comportamento de uma peça em vibração perto da ressonância;
  • o jato de água atingindo um conector num ensaio de IP;
  • o instante da ruptura num ensaio de tração;
  • o funcionamento de um mecanismo em durabilidade.

Por ser arquivo grande e não fazer parte do relatório em si, o vídeo costuma ser entregue como anexo à parte. A forma de entrega e o formato são combinados no orçamento.

Confidencialidade

Duas preocupações aparecem nos pedidos:

  • as peças do cliente não podem aparecer para terceiros. O relatório e as imagens vão só para o cliente; o laboratório não usa imagem de peça de cliente sem autorização;
  • protótipo sigiloso. Há clientes que pedem que o produto não seja fotografado, ou só em certas vistas. Isso precisa ser dito no pedido — e vale saber que, sem foto, o resultado de uma avaliação visual fica menos verificável.

Pelo mesmo motivo, quem acompanha o ensaio pode fotografar o seu ensaio, mas não o de outros clientes.

Como pedir

No pedido de orçamento, diga:

  1. quais etapas fotografar (antes, cada inspeção, fim, abertura do produto);
  2. que vistas e detalhes interessam;
  3. se precisa de vídeo, de quê e com que duração aproximada;
  4. se há restrição de confidencialidade;
  5. se as fotos devem ir no corpo do relatório ou em anexo.

Assim as imagens chegam prontas para a sua apresentação de resultados ou para o PPAP, sem precisar refazer o ensaio para fotografar o que faltou.